
A última instância do poder judiciário da Itália negou nesta sexta-feira, 22, o pedido do governo brasileiro de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A informação foi confirmada pelo seu advogado, Fábio Pagnozzi. Nesta semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, cobrou explicações dos órgãos da Justiça brasileira sobre o retorno da deputada ao Brasil.
Pieremilio Samarco, advogado de Zambelli na Itália, publicou um vídeo dela em liberdade. A ex-deputada agradeceu a Deus, a seu advogado e disse que continuará sua “missão”. “Agora a gente tá livre, graças a Deus, para continuar uma vida de missão. Vocês não sabem ainda qual é essa missão, mas logo, logo vocês vão saber dos meus canais”, disse na sua primeira aparição depois de sair do cárcere.
A decisão foi dada pela Corte de Cassação de Roma (Corte Suprema di Cassazione), que equivale, na prática, ao STF brasileiro, sendo a última instância do Judiciário italiano. A ex-deputada venceu um recurso que tinha sido apresentado pela sua defesa. “Carla Zambelli está livre. Isso é para demonstrar para o Brasil que a Carla Zambelli é uma perseguida política”, disse seu advogado, Fabio Pagnozzi, nas redes sociais.
Zambelli agora está livre. Ela deixou o Brasil há quase um ano, depois de ser condenada a uma pena de dez anos de prisão por coordenar e financiar uma invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Como tem dupla cidadania, a parlamentar acreditou que isso a blindaria de ser presa, o que não aconteceu. Dias depois da sua entrada na Itália, ela foi detida pelos policiais do país.
O Brasil pediu a extradição da ex-deputada, que foi aceita pela Justiça italiana. O governo brasileiro, inclusive, começou a dar andamento aos trâmites burocráticos para trazê-la de volta ao país. Durante o tempo em que estava no exterior, Zambelli recebeu mais uma condenação criminal, por perseguir à mão armada um homem pelas ruas do Jardins na véspera das eleições de 2022.
No final do ano passado, o presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB) cassou o mandato dela, após uma determinação do Supremo. Como ela possui duas condenações criminais já sem possibilidade de recurso, como consequência perde os direitos políticos até que termine de cumprir a pena.
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