O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) se posicionou nesse sábado (26/9) sobre a polêmica envolvendo o título de Padroeira do Brasil atribuído a Nossa Senhora Aparecida. Em publicação nas redes sociais, o presidenciável defendeu a permanência do reconhecimento e destacou a importância da santa para a população brasileira.
Caiado diz que fé representa força e esperança
Católico e devoto de Nossa Senhora das Graças, Caiado iniciou a publicação falando sobre sua relação com a fé e afirmou que a religiosidade exerce papel importante em momentos de dificuldade.
“Sou católico e devoto de Nossa Senhora das Graças. Aprendi desde cedo que, nos momentos mais difíceis, a fé é onde a gente encontra força, esperança e consolo”, escreveu.
Na sequência, o candidato afirmou que considera dolorosa qualquer tentativa de retirar Nossa Senhora Aparecida da história do país.
“Ela não é apenas um título, é a Padroeira do Brasil, é a fé de milhões de mães, pais e famílias brasileiras”, declarou.
Caiado encerrou a mensagem afirmando que uma eventual alteração na legislação não seria capaz de eliminar a devoção popular.
“Podem mudar uma lei, podem tentar apagar um título. Mas ninguém vai arrancar Nossa Senhora do coração do povo brasileiro!”, escreveu.
Polêmica envolve Flávio Bolsonaro
A manifestação ocorre em meio à controvérsia envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL). Ele foi acusado de articular, junto a grupos evangélicos, uma eventual retirada do título de Padroeira do Brasil caso seja eleito presidente. O parlamentar nega a acusação.
Caiado não citou Flávio Bolsonaro nominalmente na publicação.
Projeto para alterar título é de 2007
O projeto mencionado na atual polêmica, porém, não foi apresentado por Flávio Bolsonaro.
Trata-se do Projeto de Lei 2.623/2007, de autoria do então deputado federal Professor Victório Galli. A proposta pretendia alterar a legislação que trata do feriado de 12 de outubro para substituir a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.
O texto foi arquivado pela Câmara dos Deputados em 22 de agosto de 2008.
Assim, embora o projeto tenha voltado ao debate público em meio à atual disputa política, ele não tem relação com a autoria de Flávio Bolsonaro.

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