Por unanimidade, a CPI mista da JBS aprovou nesta terça-feira, 26, requerimentos em que solicitam a quebra de sigilos telefônicos dos executivos da empresa Joesley Batista, Ricardo Saud e Francisco de Assis e Silva, além dos dados referentes ao ex-procurador Marcello Miller. No caso do ex-procurador, também foi aprovado pedido para quebrar seu sigilo bancário e de mensagens de um endereço de e-mail pessoal.A CPMI tem como um dos seus objetivos investigar irregularidades na delação premiada de executivos do grupo J&F, rescindido após as suspeitas de que Miller orientou a delação antes de o acordo ser firmado. Nos bastidores, porém, governistas pretende usar a comissão para desqualificar as acusações dos delatores, que implicam diretamente o presidente Michel Temer.Na lista de requerimentos que tratam de quebra de sigilo aprovados hoje estão ainda o levantamento detalhado de todos os empréstimos feitos pelo BNDES às empresas do grupo J&F, além de operações de câmbio feito pelo grupo.
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27 setembro 2017
18 setembro 2017
Fundador da JBS volta ao comando da empresa
O conselho de administração da JBS escolheu José Batista Sobrinho, conhecido como Zé Mineiro, como seu novo diretor executivo. Ele vai substituir Wesley Batista no comando do grupo, após a prisão do empresário na última quarta-feira (13).Zé Mineiro é o fundador da JBS e vai permanecer no cargo até abril de 2019, quando terminaria o mandato do filho e da atual diretoria. Seu nome foi aprovado por unanimidade no colegiado, inclusive pela representante do BNDES, a advogada Claudia Santos.Com 84 anos, Zé Mineiro receberá apoio de perto de três executivos: Gilberto Tomazoni, presidente das operações globais da JBS, André Nogueira, presidente da JBS nos Estados Unidos, e Wesley Batista Filho, que recebeu um cargo de diretor estatutário.O fundador ainda dá expediente na empresa todos os dias, apesar da idade avançada.Com 21% de participação, o BNDES vinha fazendo pressão para afastar os Batista da empresa desde que estourou a delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Bastita.
01 junho 2017
Temer tem direito a não responder perguntas da PF sobre áudio
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu nesta quarta-feira (31) que o presidente Michel Temer poderá deixar de responder a perguntas que forem feitas pela Polícia Federal (PF) sobre as citações a seu nome nas delações da JBS. O presidente vai responder por escrito às perguntas da PF. Na mesma decisão, Fachin negou novo pedido da defesa para suspender o inquérito até o fim da perícia de uma gravação que consta no processo.Fachin entendeu que não cabe um pronunciamento dele sobre o pedido feito pela defesa para que Temer deixe de responder a perguntas que forem feitas pela PF sobre o áudio em que o presidente foi gravado em uma conversa com o empresário Joesley Batista, dono e delator da JBS. Para o ministro, o presidente tem o direito constitucional de não produzir provas contra si.
31 maio 2017
JBS fecha acordo de leniência e irá pagar R$ 10,3 bilhões

O Ministério Público Federal (MPF) anunciou, na noite desta terça-feira, que o grupo J&F, que controla a JBS, aceitou pagar R$ 10,3 bilhões em um acordo de leniência. De acordo com o MP, o documento será assinado nos próximos dias, e a empresa irá detalhar fatos investigados em cinco operações: Greenfield, Sépsis, Cui Bono, Carne Fraca e Bullish.Segundo a nota divulgada, do total pago, R$ 8 bilhões serão distirbuídos entre Funcef (25%), Petros (25%), BNDES (25%), União (12,5%), FGTS (6,25) e Caixa Econômica Federal (6,25%). O restante, R$ 2,3 bilhões, será pago por meio de projetos sociais, nas áreas de educação, saúde, e prevenção da corrupçãoO pagamento será iniciado em dezembro, e terá o prazo de 25 anos. Nesse período, os valores serão corrigidos pela inflação, o que, segundo o MPF, pode elevar o total para R$ 20 bilhões. Toda a multa ficará no Brasil.
27 maio 2017
Família de Gilmar Mendes fornece gado para a JBS
A família do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), é fornecedora de gados para a JBS, uma das maiores processadoras de carne do mundo e que acaba de ter um acordo de delação premiada homologado pelo tribunal.A informação foi dada pelo ministro à Folha. No cargo, Gilmar pode ter de tomar decisões sobre a delação.A reportagem questionou o ministro sobre encontro recente que teve com o empresário Joesley Batista, um dos sócios da JBS que gravou secretamente o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG).Gilmar confirmou a reunião, ocorrida, segundo ele, a pedido do advogado Francisco de Assis e Silva, um dos delatores da empresa. Joesley, de acordo com Gilmar, apareceu de surpresa ao encontro, que, diz o ministro, tratou de questão referente ao setor de agronegócio.A conversa ocorreu fora do Supremo, no IDP, escola de direito em Brasília da qual o ministro do STF é sócio.
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