
Na semana em que integrantes de torcidas organizadas do Cruzeiro se envolveram na sexta briga desde a reabertura da Arena Independência, as polícias Civil e Militar e até o Ministério do Esporte anunciaram providências para tentar vigiar mais de perto quem põe a segurança dos torcedores pacíficos em risco. Na medida mais ampla, a promessa do ministério é financiar um novo cadastramento dos membros de torcidas uniformizadas, para que eles ocupem espaço reservado no estádio e sejam punidos em caso de tumulto. O cadastramento começará em até três meses e incluirá o uso da tecnologia de biometria facial, bancada pelo governo federal. Segundo o diretor de Futebol e Defesa do Torcedor do Ministério do Esporte, Paulo Castilho, boa parte do trabalho deve estar concluído até os campeonatos estaduais do ano que vem. A medida vai começar por torcidas de Minas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco. Em São Paulo, há 30 mil torcedores já cadastrados. Eles assistem às partidas em locais específicos. O Ministério Público será responsável por cobrar e gerenciar o cadastro. Atualmente, as informações sobre as torcidas em Minas estão defasadas. Um cadastramento começou a ser feito em 2010, com a entrada em vigor do Estatuto do Torcedor, mas as uniformizadas mineiras forneceram dados incompletos, segundo o promotor de Defesa do Consumidor, Edson Antenor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário