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Rádio Itabunense

Programa Comando em Conexão

Programa Comando em Conexão
Apresentação: Marcos Soares

09 março 2013

Goleiro Bruno apostava que seria absolvido

O ex-goleiro Bruno de Souza tinha tanta certeza que seria absolvido que encomendou à avó dele, Estela de Souza, de 82 anos e que o criou, o cardápio da comemoração. Mas o frango com quiabo azedou com a condenação de 22 anos e três meses de prisão. Acusação e defesa de Bruno ficaram insatisfeitas e buscam recursos. Segundo o promotor Henry Wagner Vasconcelos, Bruno fica pelo menos mais cinco anos preso, entretanto ele vai buscar aumentar a pena para um patamar entre 28 e 30 anos de detenção, o que obrigaria Bruno a ficar preso mais sete. “A pena foi muito abaixo do esperado para quem cometeu um crime como o dele”, avaliou Henry. Segundo os advogados do ex-goleiro, Bruno já deveria ter direito de pedir progressão de regime e, com isso, trabalhar e passar fins de semana com a família. A defesa já recorreu e pediu a anulação do julgamento, alegando que sumiram documentos do processo e que solicitavam prisão domiciliar, o que deveia adiar o júri. Pela contas dos advogados, se a condenação for mantida, Bruno sairá em três anos. Pouco habituado ao banco de reservas quando era ídolo e capitão do Flamengo, Bruno contou com o apoio irrestrito da mulher dele, Ingrid Calheiros, durante os dias em que passou no banco dos réus. Ela chegou a ser alvo do promotor Henry Wagner que, ao ler uma carta de amor de Bruno para a ex-namorada Fernanda, olhava diretamente para a dentista. “Resolvi isso com o Bruno há dois anos e oito meses. Eu o perdoei e coloquei uma pedra neste assunto. Não me importa o que passou, só que ele é meu marido agora”, rebateu.

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