
A derrubada do veto à lei que redistribui os royalties do petróleo pelo Congresso Nacional pode provocar demissões em massa de operários e a quebradeira de empresas que mantêm contratos com o governo do estado. A perda de R$ 75 bilhões até 2012, que levou o governo a suspender pagamentos, deixou empresários e fornecedores apreensivos. Em Campos, nova manifestação fechou a BR-101 em protesto por causa da perda dos royalties. Para o presidente da Associação das Empresas de Engenharia do Estado do Rio, Francis Bogossian, a disputa pelos royalties e as possíveis medidas do governo para compensar as perdas resultaram em insegurança. Ontem, representantes de empresas de petróleo demonstraram preocupação devido à possível insegurança jurídica para o próximo leilão de blocos de exploração de petróleo. O presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), João Carlos de Luca, disse que o cenário atual deixa os investidores com um pé atrás. “A indústria está muito preocupada. Estamos saindo de cinco anos sem rodadas de leilão de blocos, e comemoramos. Mas tem uma série de incertezas. E se houver nova taxa de ICMS? E se não for concedida a licença ambiental? Há uma série de dúvidas para o investidor”, afirmou o presidente do IBP, entidade que reúne 220 empresas.
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