
As dificuldades financeiras das principais petroleiras brasileiras, a instabilidade provocada por mudanças no marco regulatório do setor e a descoberta de novas fronteiras energéticas no mundo jogam incertezas no cenário da 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que começa hoje, no Rio. O leilão, que ocorre cinco anos após a última oferta de áreas petrolíferas no país, é considerado um teste para avaliar o apetite dos investidores pelo Brasil. "O Brasil já não é uma noiva tão cobiçada quanto antes. Existem hoje outras oportunidades, que passam desde a África à revitalização do Golfo do México, e por países vizinhos ao Brasil que não eram tão visados naquele momento, como Colômbia e Peru", analisa o economista David Zylbersztajn, que dirigiu a ANP logo após a abertura do setor, em1997.Naquela época, o Brasil rompia com o monopólio estatal do petróleo, abria o setor para investimentos externos e criava a ANP.
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