O Banco Central adotou um discurso mais otimista sobre a inflação, apesar de afirmar que o índice oficial de preços ao consumidor só começará a recuar em direção à meta do governo, de 4,5% ao ano, em 2016. A instituição avalia agora que a inflação continua elevada, mas não mostra mais "resistência", de acordo com afirmações feitas na ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgada nesta quinta (11). A palavra "resistência" era citada pelo comitê desde janeiro do ano passado como parte das justificativas para o aperto de juros promovido entre abril de 2013 e de 2014. Na ata anterior, de julho, mesmo com o ciclo de alta da taxa encerrado, o BC continuava a usar essa expressão, que aponta um grau maior de preocupação com os preços. Na semana passada, na última reunião antes das eleições, o comitê manteve os juros em 11% ao ano. No documento divulgado ontem, o BC reafirmou que não pretende mexer na taxa este ano. O IPCA está em 6,51% no acumulado em 12 meses, acima do limite fixado pelo governo, de 4,5% com dois pontos percentuais de tolerância. O BC sinaliza no documento que não pode reduzir os juros porque a inflação está alta, mas também não precisa elevá-los, pois o comportamento dos preços será mais favorável no futuro. A decisão do Copom foi anunciada depois dos dados do PIB, que mostraram que a economia encolheu nos dois primeiros trimestres do ano.
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