A construção de quatro novas refinarias no Brasil não será suficiente para reverter os déficits com a importação de combustíveis no país. A avaliação é da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que lançou esta semana o Plano Decenal de Energia (PDE), documento que baliza o planejamento do setor para os próximos 10 anos. Segundo as projeções da entidade, mesmo com a expansão do parque de refino, o mercado brasileiro necessitará buscar no mercado internacional 35,4 mil metros cúbicos de combustíveis por dia. As principais necessidades são gasolina, gás liquefeito de petróleo (GLP) e coque. A balança de petróleo cru, por outro lado, tende a ficar superavitária com o crescimento da produção do pré-sal. Segundo as projeções da EPE, o parque de refino brasileiro terá capacidade para produzir 515,9 mil metros cúbicos por dia em 2023, após a conclusão de investimentos de US$ 29,2 bilhões em quatro novas unidades de refino: a Abreu e Lima, em Pernambuco, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e as refinarias Premium do Ceará e do Maranhão. Dessas, a mais adiantada é a unidade pernambucana, que tem início de operações previsto para o fim deste ano. Em 2023, porém, o consumo de derivados do Brasil deve chegar à casa dos 541,3 mil metros cúbicos por dia, crescimento de 30% com relação a este ano.
TESTE
Rádio Itabunense
Seja um apoiador
Postagem em destaque
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário