A Polícia Federal realizou a prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL), de 70 anos, na manhã deste sábado, dia 22, em Brasília, durante as etapas finais do caso envolvendo a suposta trama golpista.
O ex-presidente, que estava sob regime de prisão domiciliar desde 4 de agosto, foi detido após decisão judicial visando a preservação da ordem pública. A medida foi tomada após a convocação de uma vigília organizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho, prevista para a noite do mesmo dia.
A prisão foi executada com base em mandado preventivo emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro argumentou que havia risco de fuga para a embaixada dos Estados Unidos e registro de violação da tornozeleira eletrônica durante a madrugada. Ele também determinou que o cumprimento da prisão fosse realizado sem o uso de algemas ou exposição midiática.
Por volta das 6h, agentes da Polícia Federal chegaram à residência de Bolsonaro em um comboio com pelo menos cinco veículos. O ex-presidente foi levado cerca de 20 minutos depois para a Superintendência da PF, onde permanecerá detido.
Até o momento, a defesa de Bolsonaro não se manifestou sobre o caso. Segundo relatos de aliados, ele estava visivelmente emocionado e soluçando no momento da prisão, mas manteve-se tranquilo.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de reclusão por liderar uma suposta conspiração com o objetivo de permanecer no poder. Trata-se da primeira vez na história do país que um ex-presidente é condenado por esse tipo de crime.
Outros sete réus, integrantes do núcleo central da alegada trama golpista e ex-ocupantes de cargos importantes no governo Bolsonaro, também foram condenados. As penas variam entre 2 e 26 anos de prisão. No entanto, a decretação da prisão preventiva não foi estendida aos demais acusados, já que ainda restam recursos pendentes relacionados ao cumprimento das penas deles.
Na sexta-feira, dia 21, os advogados do ex-presidente apresentaram ao STF um pedido para que Bolsonaro continuasse em prisão domiciliar. Na petição endereçada ao ministro Alexandre de Moraes, mencionaram problemas de saúde e alegaram "risco à vida". Reforçaram o pedido para que ele permanecesse em regime domiciliar, no qual já estava desde agosto.

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